- O Padrão ISO para Medição Funcional de
Tamanho
As organizações envolvidas com a engenharia
de software têm, durante anos, lutado em busca de métodos quantitativos aceitáveis,
para medir a eficiência e eficácia dos processos e para gerenciar os custos de software
dos sistemas por elas adquiridos, desenvolvidos, melhorados ou mantidos. Um aspecto
crítico e especialmente difícil deste requisito de medida tem sido a necessidade de se
determinar o tamanho do software. Numerosos métodos de medição de software foram
propostos no passado. Tais métodos incluíram a quantidade de linhas no código fonte dos
programas, bem como várias medidas derivadas das características técnicas do sofware.
Tais métodos sofrem de limitações, pois
não podem ser:
- aplicados no início do processo de
desenvolvimento de software,
- aplicados uniformemente ao longo da vida do
software,
- facilmente interpretados nos termos do
negócio, ou
- compreendidos pelos usuários do software.
O conceito de Medição Funcional de
Tamanho (Functional Size Measurement - FSM) ultrapassa
essas limitações, deixando de medir o software como implementado, para medir o tamanho
nos termos das funções requeridas pelo usuário. O primeiro método a utilizar este
conceito foi a Análise de Pontos de Função, desenvolvida em 1979 por A. Albrecht da
IBM.
Desde a publicação da Análise de Pontos de
Função, muitos métodos de medição de tamanho têm sido desenvolvidos com base em seus
conceitos. Diferentes interpretações dos conceitos originais resultaram em
inconsistências entre os diferentes métodos de medição. Essas inconsistências reduzem
a possibilidade de qualquer desses métodos ser utilizado como método padrão para a
medição funcional de tamanho do software.
No final de 1992, os grupos de usuários de
métricas de software da Austrália, Reino Unido, Holanda e Estados Unidos criaram um
grupo de trabalho sob o ISO/IEC/JTC1/SC7. Um conjunto de padrões foi proposto como parte
do Projeto 7.31 do WG12, para resolver as inconsistências mencionadas e estabelecer um
método mais rigoroso para a medição funcional. Os seguintes grupos de usuários têm
contribuído para o progresso dos referidos padrões:
- Australian Software Metrics Association (ASMA)
- Centre d'Intérêt sur les Métriques (CIM)
- Deutschsprachige Anwendergruppe für Software
Metrik und Aufwandschätzung (DASMA)
- French Function Point Users Group (FFPUG)
- Gruppo Utenti Function Points Italia (GUFPI)
- International Function Point Users Group
(IFPUG)
- Netherlands Software Metrics Association
(NESMA)
- UK Function Point Users Group (UFPUG)
Estado dos Padrões
O ISO/IEC/JTC 1/SC7/Working Group 12 (WG12)
administra o projeto 7.31 para Medição de Software: Medição Funcional de Software. O
projeto é composto por quatro partes:
- Definição de Conceitos
- Avaliação da Conformidade de Métodos de
Medição de Software com Relação ao padrão ISO/IEC 14143-1:1998
- Verificação de um Método de Medição
Funcional de Tamanho
- Modelo de Referência para Medição Funcional
de Tamanho
- Determinação de Domínios Funcionais para
uso com Medição Funcional de Tamanho.
A Parte 1 deste padrão, ISO/IEC 14143-1:1998
foi publicada em junho de 1998 como um padrão internacional completo e encontra-se
disponível através dos organismos nacionais de padrões em cada país. A Parte 2 do
padrão está atualmente sendo votada sob a forma de uma versão Rascunho de Comitê
(Committee Draft - CD) de um padrão internacional. As Partes 3, 4 e 5 estão
sendo votadas sob a forma de Relatórios Técnicos Preliminares (Preliminary Technical
Reports - PDTRs). Relatórios Técnicos não são tão rigorosos ou prescritivos
quanto padrões internacionais completos, pois geralmente representam uma área que ainda
está em desenvolvimento, ou que ainda não se estabilizou suficientemente para ser fixada
em um padrão. Espera-se que esses Relatórios Técnicos evoluam para padrões
internacionais completos durante os próximos cinco anos.
Estrutura dos Padrões FSM
As seções seguintes descrevem cada um dos
padrões mencionados e como eles ajudam os usuários das Medições Funcionais de Tamanho
a alcançar os benefícios alegados.
- Parte 1: Definição de Conceitos
- A Parte 1 identifica as características
comuns fundamentais dos métodos de medição funcional de tamanho e define um conjunto de
requisitos genéricos obrigatórios para que um método possa ser chamado de Método de
Medição Funcional de Tamanho (FSM). O papel desta parte do padrão é promover a
interpretação consistente dos princípios da FSM e facilitar a comparação entre
medições funcionais de tamanho. Espera-se que os principais usuários desta Parte 1
venham a ser as pessoas envolvidas no desenvolvimento de métodos para medição funcional
de tamanho, que precisem conhecer suas características fundamentais. Esta parte também
será utilizada por pessoas que precisem verificar se algum método específico de
medição de tamanho de software é compatível com os conceitos fundamentais de um FSM.
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- Parte 2: Avaliação da Conformidade
dos Métodos de Medição Funcional de Tamanho de Software com Relação ao padrão
ISO/IEC 14143-1:1998
- A Parte 2 estabelece um quadro de referência
para a avaliação do grau de conformidade de um método de medição funcional de tamanho
específico, em relação aos requisitos mandatórios estabelecidos na Parte 1 do padrão.
Seu objetivo é garantir que os resultados do processo de avaliação de conformidade
sejam objetivos, imparciais, consistentes, passíveis de repetição e que representem
corretamente as características do método de medição funcional de tamanho objeto da
avaliação. Através da introdução deste padrão, os benefícios esperados são:
- 1. Os avaliadores de conformidade terão
procedimentos específicos a serem seguidos quando da avaliação de um método de
medição funcional de tamanho de software em relação à Parte 1.
- 2. Estabelecimento de um quadro de referência
para todas as entradas, processos e saídas componentes de uma avaliação de conformidade
de um método de medição funcional de tamanho de software em relação à Parte 1.
- 3. Possibilitar a produção de um relatório
padronizado com os resultados de uma avaliação de conformidade, o qual permitirá que os
usuários de um método de medição funcional de tamanho de software avaliem os pontos
fortes e fracos de diferentes métodos e selecionem aquele mais adequado às suas
necessidades.
- 4. Assistência aos desenvolvedores de
métodos potenciais para a medição funcional de tamanho de software, no sentido de se
conformarem aos requisitos mandatórios da Parte 1.
- 5. Aumentar a consciência dos usuários dos
méritos relativos dos métodos FSM.
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- As pessoas que precisarem verificar se um
método específico para a medição funcional de tamanho de software se conforma com os
conceitos fundamentais definidos para um FSM utilizarão a Parte 2 deste padrão.
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- Pam Morris (Australia) é o editor do projeto.
Peter Fagg do Reino Unido é o co-editor.
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- Parte 3: Verificação de um Método
de Medição Funcional de Tamanho de Software
- Embora um certo número de métodos de
medição funcional de tamanho esteja atualmente em uso a nível mundial, não existe um
quadro de referência a partir do qual sua eficácia como técnica de medida possa ser
expressa. Este padrão provê o processo e os critérios contra os quais o tamanho
funcional poderá ser validado. Seu objetivo é auxiliar os projetistas e divulgadores das
medidas funcionais de tamanho a satisfazer os critérios especificados e a declarar seu
nível de aderência à teoria e prática da medição. Através da introdução deste
relatório, esperam-se os seguintes benefícios:
- 1. Prover um arcabouço de procedimento
padrão a ser utilizado quando usuários e desenvolvedores precisarem verificar a
capacidade de um método FSM.
- 2. Os usuários de um FSM serão capazes de
avaliar os pontos fortes e fracos de diferentes métodos FSM e selecionar aquele mais
adequado às suas necessidades.
- 3. Os métodos FSM possuirão uma ferramenta
que irá assistí-los no refinamento de sua técnica, a fim de que esta última venha a se
tornar mais eficaz como método de medição funcional de tamanho.
- 4. Reduzir a freqüência de alegações
inapropriadas a respeito de alguns dos métodos de medição de tamanho atualmente
existentes.
- 5. Aumentar a consciência dos usuários a
respeito dos méritos relativos dos métodos FSM como técnicas de medição.
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- A Parte 3 será utilizada por pessoas que
precisem verificar se um método FSM específico é uma técnica de medição
eficaz. O representante do Canadá, Professor Alain Abran, é o editor de projeto para a
Parte 3.
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- Parte 4: Modelo de Referência para a
Medição Funcional de Tamanho
- Os usuários dos vários métodos de medição
funcional de tamanho têm feito diversas alegações quanto às limitações de sua
utilidade, quando aplicados a diferentes tipos de software, tais como sistemas de
informações gerenciais, software científico e para processamento em tempo real. Apesar
disso, não existe atualmente acordo a respeito dos conjuntos de Requisitos Funcionais de
Usuários a serem utilizados como referência padrão contra a qual tais alegações
possam ser verificadas. O objetivo deste projeto é prover pontos de referência a partir
dos quais os usuários do processo de validação possam avaliar a eficácia de um FSM
para diferentes tipos de software em ambientes diversificados. Através da introdução
deste padrão são esperados os seguintes benefícios:
- 1. Os desenvolvedores de um método FSM serão
capazes de testar os domínios funcionais nos quais seu método possa ser eficazmente
utilizado, bem como refiná-lo.
- 2. A pessoas que forem verificar um método de
medida funcional de tamanho estarão de posse de objetos referenciais, contra os quais um
FSM poderá ser aplicado e comparado.
- 3. Redução na utilização inapropriada de
alguns dos métodos de medida funcional de tamanho existentes.
- 4. Melhor comparação dos dados utilizados em
benchmarking de qualidade e produtividade.
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- As pessoas que precisarem verificar se um
método FSM específico é uma técnica eficaz de medida, bem como aquelas que precisem de
exemplos de conjuntos de especificações funcionais de usuários de diferentes domínios
funcionais utilizarão a Parte 4 deste padrão. O editor do projeto para esta parte do
padrão é o Professor Eberhard Rudolph da Universidade Bremerhaven, na Alemanha. O editor
assistente é Mitsuhiro Takahashi, do Japão.
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- Parte 5: Determinação de Domínios
Funcionais para uso com Medição Funcional de Tamanho
- Os usuários dos vários métodos de medição
funcional de tamanho têm feito diversas alegações quanto às limitações de sua
utilidade, quando aplicados a diferentes tipos de software, tais como sistemas de
informações gerenciais, software científico e para processamento em tempo real. Apesar
disso, não existe atualmente acordo a respeito das características dos Requisitos
Funcionais de Usuários que poderiam classificar os referidos softwares segundo diferentes
domínios funcionais. Os diferentes termos que descrevem os tipos de software foram
definidos de forma pouco rigorosa e apenas por convenção. O objetivo da Parte 5 é o
estabelecimento de um padrão para a classificação de requisitos de usuários, para
utilização na aplicação dos FSM. Através da introdução deste Relatório Técnico,
são esperados os seguintes benefícios:
- 1. Os usuários dos FSM serão capazes de
avaliar as características de seus requisitos funcionais de usuário e categorizá-las
como pertencentes a um ou mais domínios funcionais.
- 2. Selecionar o método FSM que tenha sido
demonstrado como apropriado para os domínios funcionais relevantes para os Requisitos
Funcionais de Usuários objeto da medição.
- 3. Os desenvolvedores de um método FSM serão
capazes de declarar claramente os domínios funcionais para os quais seu método possa ser
efetivamente utilizado.
- 4. Os testadores de conformidade e avaliadores
de métodos de medição funcional de tamanho passarão a contar com um guia claro para a
determinação dos domínios funcionais para os quais seu método seja eficaz.
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- As pessoas que precisem verificar a eficácia
de seu método FSM ou checar a conformidade de métodos de medição funcional de tamanho
utilizarão a Parte 5 deste padrão. Esta também poderá ser utilizada para avaliar o
domínio funcional de um conjunto específico de requisitos funcionais de usuários, de
forma a determinar qual FSM é o mais adequado às suas necessidades.
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- O editor de projeto para a Parte 5 é Carol
Dekkers dos USA. Mary Bradley, atual líder do Comitê de Práticas de Contagem do IFPUG,
é o co-editor.
Espera-se que o trabalho nesses padrões
continue pelos próximos dois ou três anos. Se você quiser mais informações sobre
esses padrões, por favor entre em contato com o WG12 Convenor (Pam Morris) via Pam.Morris@Totalmetrics.com ou através dos
editores de projeto listados abaixo.
Contatos
WG12 Convenor
Pam Morris - E-mail: Pam.Morris@Totalmetrics.com
Project Editor - Project 7.31,
Sub-project 7.31.2
Pam Morris - E-mail: Pam.Morris@Totalmetrics.com
Project Editor - Sub-project 7.31.3
Jean-Philippe Jacquet - E-mail: jacquet@fermat.ciepcct.uenf.br
Project Editor - Sub-project 7.31.4
Eberhard Rudolph - E-mail: erudolph@HS-Bremerhaven.DE
Project Editor - Sub-project 7.31.5
Carol Dekkers - E-mail: dekkers@compuserve.com
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